Runas
O oráculo e a magia dos povos nórdicos
Origem: Germanica e Escandinava (séc. II d.C.)
As Runas são o alfabeto mágico dos povos germânicos e nórdicos. Cada runa é ao mesmo tempo letra, som, força cósmica, símbolo e ferramenta oracular. Segundo o mito, Odin sacrificou-se pendurado na árvore Yggdrasil por nove noites para recebê-las.
História
O Futhark Antigo (24 runas) é atestado desde o séc. II d.C. Foi seguido pelo Futhark Jovem (16 runas, era Viking) e pelo Futhorc Anglo-Saxão (29-33 runas). Suprimidas pelo cristianismo, sobreviveram no folclore e foram redescobertas no séc. XIX.
Princípios centrais
- •Cada runa é uma força viva, não só um símbolo
- •O conjunto forma um mapa completo da existência
- •Divididas em três aetts (grupos de 8) no Futhark Antigo
- •Usadas para oráculo, magia (galdr, seidr) e proteção
- •Odin como padroeiro — o deus que se sacrifica para receber sabedoria
Práticas
- •Consulta oracular (tirada de 1, 3 ou 9 runas)
- •Talismãs runicos (bindrunes) para propósitos específicos
- •Canto das runas (galdr) — vibrar o som de cada runa
- •Meditação em uma runa por semana para internalizar seu poder
- •Confecção do próprio conjunto em madeira ou pedra
Obras-chave
- •Edda Poética
- •Edda em Prosa (Snorri Sturluson)
- •Runic Lore and Legend (Nigel Pennick)
- •Futhark (Edred Thorsson)
Autores centrais
- •Snorri Sturluson
- •Edred Thorsson (Stephen Flowers)
- •Freya Aswynn
- •Nigel Pennick
Perguntas frequentes
As duas coisas. O oráculo é uma das aplicações. A magia rúnica é outra.
Compre ou faça seu próprio conjunto. Estude uma runa por semana. Faça tiradas diárias simples de 1 runa.
Não, mas exige respeito. Runas são forças vivas, não brinquedo.
