Tábua de Esmeralda Completa
Em cerca de treze versos, a Tábua de Esmeralda condensa o coração da tradição hermética e alquímica. Atribuída a Hermes Trismegisto, atravessou o árabe, o latim medieval, comentários de Newton — e chega até nós como um dos textos mais influentes da história esotérica ocidental.
Texto integral (tradução clássica)
"Verdade sem mentira, certa e muito verdadeira: o que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima, para realizar os milagres de uma só coisa. E assim como todas as coisas foram e vieram do Um, pela meditação do Um, assim todas as coisas nasceram desta única coisa, por adaptação. O Sol é seu pai, a Lua é sua mãe, o Vento a levou em seu ventre, a Terra é sua nutriz..." — continua descrevendo o processo alquímico em linguagem simbólica.
Contexto histórico
A versão latina mais antiga preservada aparece em manuscritos do século XII, traduzida do árabe. Textos árabes anteriores (séculos VIII-IX) já a citavam, provavelmente traduzindo de original grego da Antiguidade tardia — hoje perdido. A tradição a atribui a Hermes Trismegisto, figura mítica que funde Thoth egípcio e Hermes grego.
Influência
Comentada por Alberto Magno, Tomás de Aquino, Roger Bacon, Paracelso e Isaac Newton (que a traduziu do latim de próprio punho). Cada época leu nela uma cosmologia diferente — alquímica, filosófica, psicológica (Jung), simbólica. Sua concisão permite mil interpretações e nenhuma esgota o texto.
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Perguntas frequentes
É um breve texto atribuído a Hermes Trismegisto que resume, em cerca de treze versos, os princípios fundamentais da alquimia e do hermetismo. Considerado por séculos como o texto mais concentrado da tradição hermética.
Essa é a frase mais célebre da Tábua: 'O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima, para realizar os milagres de uma só coisa.' Base do princípio hermético de Correspondência.
A autoria é lendária. A versão latina mais antiga data do século XII, provavelmente traduzida do árabe, que por sua vez pode derivar de um texto grego perdido da Antiguidade tardia. Autor humano histórico permanece desconhecido.
A Tábua descreve, em linguagem simbólica, o processo alquímico de purificação e transmutação. Foi comentada por Alberto Magno, Tomás de Aquino, Newton e incontáveis mestres — cada época encontrou nela camada nova de leitura.
